Eram
três socialites num frenesi consumista. O local, muito provavelmente a Galeria
Pacífico, em Buenos Aires. Como estavam acompanhadas por uma equipe de filmagem,
certos exageros eram de se esperar, mas em essência, o que queriam, de fato, era
ostentar o poder de compra que possuíam! Entraram em uma joalheria. Nela,
enlouqueceram com os brincos, braceletes e em dado momento, enquando admiravam
com entusiasmo uma das peças, Val Marchiori dispara: “ Por favor, cadê o
elegante... hellôoo, a gente quer comprar!”. Na sequência, o
programa edita uma declaração da socialite nos ensinando: “Não dá pra viajar sem
fazer compras, never. Pra mim, never.”
Para quem acompanhou o programa Mulheres Ricas, da Band, o que foi relatado
acima pode não soar nada diferente do que se viu ao longo da série. No entanto,
se atentarmos para a impaciência da mais polêmica das participantes, Val
Marchiori, não podemos deixar de dar razão a ela.
Enquanto pedia pelo “elegante”, Val tocava em uma vitrine como uma criança
que pede insistentemente por um sorvete, indignada pelo acesso bloqueado e pela
demora do vendedor, que fora buscar a chave.
O que chamou a atenção nessa cena não foi a postura de Val e sim a demora
em abrirem a vitrine. É compreensível que algumas lojas, como as joalherias,
mantenham os produtos fora do alcance do consumidor. Incompreensível e
inaceitável, no entanto, é que
a) cada funcionário da área de vendas não tenha uma cópia
da chave;
b) que essa chave não seja uma chave-mestra, capaz de
abrir qualquer uma das vitrines – facilitando, assim, o trabalho do
profissional, que não precisa carregar um molho de chaves, tal qual o porteiro
de um prédio; e
c) no momento em que clientes entram na loja, vendedores
não estejam a postos para atendê-las, de chave em punho – afinal, quantas
pessoas se aventuram a ingressar numa loja dessas por dia? Pouca gente se dispõe
a entrar numa joalheria “só para dar uma olhadinha”. Não há desculpa para falta
de atenção em uma situação como essa, menos ainda em uma cidade turística.
Problemas de atendimento ocorrem mesmo em lojas de alto padrão. Nelas, no
entanto, esses problemas tornam-se gritantes, pois a expectativa do cliente é,
justificadamente, mais elevada. Vendedores devem estar prontos para atender a
qualquer momento. “Prontos” significa aparência em dia e material de trabalho à
mão e, principalmente, atenção permanente a quem passa pela porta ou entra no
estabelecimento.
Ao que parece, não foi o que ocorreu na joalheria. Se eu fosse o dono –,
depois da assistir a essas imagens, passaria uma bela carraspana na minha
equipe, a começar pelo gerente.

Me chamou a atenção também esse momento do programa. Pensei a mesma coisa: existe o problema até em lojas finas...
ResponderExcluirIsto quer dizer que nem para ser filmado pelo programa os vendedore forão competentes, imagina como funciona quando não tem cameras filmando,ui
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