quarta-feira, 4 de abril de 2012

Hellô, e o atendimento?


Eram três socialites num frenesi consumista. O local, muito provavelmente a Galeria Pacífico, em Buenos Aires. Como estavam acompanhadas por uma equipe de filmagem, certos exageros eram de se esperar, mas em essência, o que queriam, de fato, era ostentar o poder de compra que possuíam! Entraram em uma joalheria. Nela, enlouqueceram com os brincos, braceletes e em dado momento, enquando admiravam com entusiasmo uma das peças, Val Marchiori dispara: “ Por favor, cadê o elegante... hellôoo, a gente quer comprar!”. Na sequência, o programa edita uma declaração da socialite nos ensinando: “Não dá pra viajar sem fazer compras, never. Pra mim, never.”
Para quem acompanhou o programa Mulheres Ricas, da Band, o que foi relatado acima pode não soar nada diferente do que se viu ao longo da série. No entanto, se atentarmos para a impaciência da mais polêmica das participantes, Val Marchiori, não podemos deixar de dar razão a ela.
Enquanto pedia pelo “elegante”, Val tocava em uma vitrine como uma criança que pede insistentemente por um sorvete, indignada pelo acesso bloqueado e pela demora do vendedor, que fora buscar a chave.
 
O que chamou a atenção nessa cena não foi a postura de Val e sim a demora em abrirem a vitrine. É compreensível que algumas lojas, como as joalherias, mantenham os produtos fora do alcance do consumidor. Incompreensível e inaceitável, no entanto, é que
a) cada funcionário da área de vendas não tenha uma cópia da chave;
b) que essa chave não seja uma chave-mestra, capaz de abrir qualquer uma das vitrines – facilitando, assim, o trabalho do profissional, que não precisa carregar um molho de chaves, tal qual o porteiro de um prédio; e
c) no momento em que clientes entram na loja, vendedores não estejam a postos para atendê-las, de chave em punho – afinal, quantas pessoas se aventuram a ingressar numa loja dessas por dia? Pouca gente se dispõe a entrar numa joalheria “só para dar uma olhadinha”. Não há desculpa para falta de atenção em uma situação como essa, menos ainda em uma cidade turística.
Problemas de atendimento ocorrem mesmo em lojas de alto padrão. Nelas, no entanto, esses problemas tornam-se gritantes, pois a expectativa do cliente é, justificadamente, mais elevada. Vendedores devem estar prontos para atender a qualquer momento. “Prontos” significa aparência em dia e material de trabalho à mão e, principalmente, atenção permanente a quem passa pela porta ou entra no estabelecimento.
Ao que parece, não foi o que ocorreu na joalheria. Se eu fosse o dono –, depois da assistir a essas imagens, passaria uma bela carraspana na minha equipe, a começar pelo gerente.

2 comentários:

  1. Me chamou a atenção também esse momento do programa. Pensei a mesma coisa: existe o problema até em lojas finas...

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  2. Isto quer dizer que nem para ser filmado pelo programa os vendedore forão competentes, imagina como funciona quando não tem cameras filmando,ui

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