sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Falta de tato - virtual

Vi um anúncio em um jornal que promove terapias alternativas, alimentação saudável, dentre outras diretamente ligadas ao bem estar. Fiquei interessada em uma técnica terapêutica e conferi o blog do anunciante. Enviei um email pedindo detalhes sobre o valor e quantas sessões seriam necessárias para o tratamento. O email foi mais ou menos assim :
" Olá Fulana, estive lendo em seu blog sobre o procedimento  tal e, como estou em uma nova etapa de minha vida, penso que seria interessante realizar esse procedimento. Gostaria de saber o valor da sessão e se podes me adiantar quantas sessões são necessárioas para todo o tratamento. Grata!"
Um dia depois, a resposta:
" O valor da sessão é 130 reais. Podemos fazer três sessões por semana."

Só isso?! Sim, só isso. Nem um bom dia, boa tarde, boa noite, muito menos uma saudação no final e assinatura que o identificasse.
Preciso responder se fui adiante, se marquei a primeira sessão!?

 O mais difícil, que é fazer-se conhecer dentre tantos profissionais que ofertam o mesmo serviço, a propaganda -  no caso, a publicação no jornal - já fez. Quando finalmente o cliente faz contato, perde-se uma oportunidade única de passar o que ainda não se conquistou : confiança.

O cliente não recebeu indicações de amigos, não conhece o profissional. Foi motivado apenas por uma publicação. É natural que faça um primeiro contato no sentido de perceber melhor o serviço que poderá vir a realizar. E é justamente aí que entra uma habilidade que só o profissional poderá demonstrar. A propaganda não tem esse alcance.

Agradecer o contato, manifestar satisfação em ter seus textos do blog lidos, comentar sobre o que o cliente escreveu " fase nova da vida", não são apenas ganchos para a resposta. São, na verdade, o início do tratamento, o atendimento propriamente dito. Se o profissional encarasse dessa forma, certamente não teria contabilizado menos um cliente.

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