terça-feira, 12 de março de 2013

Um brinde à boa intenção, e só a ela!

Era dezembro. Estávamos em um restaurante japonês que fica bem próximo de casa. Sentada, pude ver o dono do restaurante pegando no carro uma série de objetos (agendas, canecos) e trazendo-os em direção ao restaurante. Qual não foi minha surpresa quando o vi entregando diretamente aos clientes sentados nas mesas da calçada os tais itens. Ele entregava uma agenda e um caneco de chopp pra cada cliente. Também dava uma espécie de bloco de anotações, bem pequeno, no kit. Ele retornou acho que duas vezes ao carro para pegar mais brindes. Na última vez que retornou ao carro, só voltou com agendas e blocos e se dirigiu ao interior do restaurante.

Pouco tempo depois, a garçonete que tirou o nosso pedido veio trazer a bebida e nos entregou dois bloquinhos de anotações, como brinde.

Pergunto: Qual a lógica em entregar, aleatoriamente, brindes "mais" ou "menos" importantes? Ainda, o que faz pensar que entregando dois brindes pompudos a uma só pessoa se estará "fidelizando" esse cliente, garantindo a satisfação do mesmo?

Bom, realmente não existe lógica alguma tampouco garantia de satisfação do cliente agraciado pelos brindes.

No entanto, como sempre brinco, se eu fosse o dono, deixaria para entregar o brinde no momento de pagar a conta (que, nesse restaurante, se faz indo diretamente ao caixa). Faria, inclusive, um escalonamento de brindes conforme o gasto do cliente. Por exemplo, se o gasto fosse de até R$ 60, daria o caneco de chopp; se o gasto fosse superior, entregaria a agenda. Os bloquinhos de anotações deixaria para brindar os clientes das tele-entregas.

Deixar para entregar o brinde no momento de pagar a conta "ameniza", sutil e quase que inconscientemente o desconforto do pagamento. E mais: faz o cliente sair do restaurante surpreso e feliz. Quem não gosta de brindes, por mais banais que sejam!?

Na tele-entrega funciona do mesmo jeito. Uma coisa é chegar com o pedido. Outra é chegar com o pedido e mais um extra, inesperado.

A intenção foi boa, sem dúvida, mas a falta de planejamento atrapalha, mesmo nesses casos. Para fazer valer o investimento na confecção dos brindes, há que se pensar em um mínimo de alcance. Quanto mais clientes agraciados, melhor. Quanto mais inesperado, melhor.

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