Pois bem, escolhemos uma mesa na praça de alimentação e alí esperamos, esperamos e esperamos...uns 10 minutos (pra ser generosa). Depois um dos jovens apareceu com a minha salada e... apenas a minha salada! Uns 5 ou mais minutos depois trouxeram o wrapp anunciando: " o Sr. não repare mas o wrapp não está no tamanho normal. É que o rapaz começou hoje e ele está em treinamento ainda, por isso o wrapp ficou bem menor do que deveria." Bem, depois de tudo que esperamos, não estávamos dispostos a esperar que o novato aprendesse finalmente a montar o wrapp, certo? Então dissemos que tudo bem, mas que trouxessem as bebidas. De onde estava sentada pude ver que dois rapazes da cozinha estavam descascando qualquer coisa e conversando e que esse rapaz, o que nos serviu, foi então preparar os sucos. Isso mesmo: primeiro serviram a comida e só depois foram providenciar a bebida. Muito bem! Já quase no final da refeição aparece o mesmo rapaz equilibrando nossos dois sucos em uma bandeja. Quando se aproxima, alcança ao meu marido o copo maior, e enquanto estica o braço avisa: "Cuidado que o copo é mole". Tarde demais. O suco já estava tomando o trajeto certo: metade do conteúdo na mesa, sobre nossos pratos. Lamentando que apenas metade do conteúdo sobrara no copo, ainda tivemos que ouvir do rapaz: "Eu avisei que era pra ter cuidado". Não me contive: "Ah, nossa, excelente. Se não fosse o aviso não sei o que seria de nós".Não se confessa para o cliente um erro que ele sequer saiba existir. Não se dá bronca em cliente.
Não houve cuidado com o time entre pedido e entrega dos pratos. Não houve sequer o cuidado em entregar os pedidos da mesma mesa no mesmo tempo. A equipe "em treinamento" estava sem supervisão (ao menos que pudesse reverter o erro na montagem dos pratos). A equipe não pode ser tão tarefeira a ponto de não poder deixar de fazer o que está fazendo ( e não demandado, como descascar cebolas) para auxiliar um colega que se vê atarefado demais.
Fiquei refletindo sobre o empenho na escolha do cardápio, no empenho em traduzir a raiz do negócio no logotipo da empresa, na decoração do ponto de venda, enfim...foram tantos os cuidados. Fico imaginando que depois da estrutura física toda montada, devem ter (os proprietários) parado pra pensar: e agora? quem vai atender? quem vai preparar os lanches? quem vai fazer os sucos? quem vai servir? Quem? Quem? Mais uma vez a sensação que tive é de que não houve preocupação em fazer do atendimento um espelho da marca, da essência do negócio.
Realmente, é muito despreparo o que temos visto nos restaurantes em Porto Alegre...
ResponderExcluirUm belo relato sobre uma péssima experiência...
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