quarta-feira, 18 de abril de 2012

É dose...

Sempre compro numa mesma rede de farmácias, que é conhecida pelo bom atendimento. Como sabia que a medicação que eu estava precisando, além de cara, estava em falta em diversas unidades da rede, resolvi ligar para uma que fica no shopping perto de minha casa. Liguei pra lá pra confirmar se tinham a medicação. O atendente me confirmou que tinha e eu então perguntei se havia algum tipo de desconto. Foi então que ele me disse que sim, que tinha desconto, e que dependia do tipo de convênio, se era por plano de saúde, por ser aposentado, etc. Confirmei que seria pelo plano de saúde e então ele me disse que o desconto poderia variar de 3 a 15 %, algo assim. Perguntei: sim, mas nesse remédio vou ter quanto de desconto se eu levar a carteira do plano? Ele respondeu: olha moço, é que isso só dá pra ver no caixa, eu aqui tô no balcão e não consigo ver isso, entendeu?

Leitor de Porto Alegre

 É provável que essa rede de farmácias não tenha um direcionamento específico de seus colaboradores no atendimento por telefone por uma única razão: existe, em tese, um televendas que “cumpre” esse papel. Desta forma, crê a empresa que tendo um canal de VENDAS por telefone basta. Esquece-se, no entanto, que, na medida em que coloca à disposição do cliente um meio de comunicação com a loja por telefone, deve manter o padrão do atendimento que prestaria no formato presencial. Até porque, se o cliente liga para a loja é porque quer informações; se quizesse comprar ligaria para o televendas.

Importantíssimo ter claro que os papéis dos diversos canais de vendas, que em certos momentos até podem se sobrepor, nunca devem deixar de cumprir seu papel principal. O cliente, em qualquer que seja o formato, não pode deixar de obter a informação que deseja. O atendente da farmácia poderia ter dito ao cliente que verificaria o desconto correto a ser aplicado naquele caso e que entraria em contato tão logo fosse possível, para confirmar as informações, por exemplo. O fato de não dispor, no momento, da possibilidade de obter a informação não o impede de esforçar-se em obtê-la. Os clientes sabem reconhecer o esforço no atendimento, e esses movimentos são importantes porque passam confiança, credibilidade.

3 comentários:

  1. Legal o comentário Camille, foi isso mesmo que aconteceu e também acho que foi porque eles tem o televendas que não me deram atenção. Só que perderam a chance de me vender, porque só queria confirmar os preços pra poder ir pessoalmente na loja comprar...

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  2. Isso se chama preguiça, pois provavelmente dava pra ver o desconto no computador do balcão do atendimento, não precisa ver no do caixa...

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  3. Estamos cansados do despreparo de todos no comércio. Em alguns lugares não são mais vendedores, e sim representantes de marcas. Seja que nome for, treinamentos passam longe da formação deles...

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